Crônica do bem comum

Que venham bons ventos!



Tivemos o ano de 2014, igual aos anos anteriores, no que tange ao tema: política em Lagoa Santa. Equívocos enormes, açodamento, precipitação, falta de visão cidadã, de conhecimento, e muita estratégia errada por parte de alguns políticos locais.
Aqui nesta cidade o que se viu foram brigas por coisas pequenas, inventadas ou superdimensionadas, o que chega a ser um insulto aos cidadãos esclarecidos e doidos para vivenciar coisas novas. Brigou-se por tudo, menos pelo principal; civilidade e progresso com qualidade de vida. Muito do que foi “denunciado” transpareceu coisa irrelevante, sem importância ou de cunho pessoal.

Na realidade a população está ávida por coisas novas, chega de embromação! Vá, lá na Câmara Municipal e peça a relação dos Projetos apresentados ou aprovados. Essa é a nossa realidade. Nem a religião de alguns destes cidadãos, bastou para amainar seus corações.
Falam em nome de Deus, mas são tiranos, insanos e tem o coração de pedra. Falam em nome da cidadania, mas são déspotas e insensíveis. Falam em nome do progresso, mas são retrógados e ultrapassados e o principal de tudo, parecem “influenciados negativamente”.
Não inspiram confiança, segurança e muito menos demonstram conhecimento em determinadas questões. Não falo isso por detestar ou ser contrário a quem quer que seja, se essas pessoas fossem boas ouvintes, teriam tido dias melhores, mas são humanos e a prepotência acabou imperando.
Seguramente pagarão um preço alto por isso.
Alguns vereadores me têm em baixa conta, por algumas criticas, algumas até bem ácidas, reconheço, mas é o universo que temos por aqui. Acham que vou falar sobre quem, o Lula, a Dilma? Claro que não, nossa realidade é aqui! Escrevi até este momento, sobre as atitudes perpetradas por eles aqui! Falo através desta crônica, que admiro a trajetória de cada um dos vereadores que estão lá, mas discordarei veementemente, todas as vezes que derraparem, e se tiver, que defender ou elogiar qualquer um deles nos acertos, não me furtarei; jamais! É claro que não escrevo sobre política para culpar os vereadores por todas as mazelas municipais que vemos, pois tem muita gente que não foi eleita ou não disputou eleições e que atua nos bastidores, que merece reprimenda também.

Algumas destas pessoas defendem seus interesses políticos legítimos, só que acabam atropelando o bom senso e a urbanidade. Mas isso também é uma questão de índole, de criação ou da falta dela.
Gente com cara de boazinha, que faz questão de cumprimentar todo mundo, gente nova, gente vivida e os apaniguados que acabam fortalecendo estes dissimulados. Isto é o que prejudica o desenvolvimento da nossa cidade. Gente que por ser adversário político, acaba prejudicando a cidade e aqueles que nela vivem, e não estão nem ai! Que os bons ventos venham e toquem os corações dessa gente “política”.
Que as contendas, não sejam contra a população. Que os discursos não sejam tão retóricos e que os resultados positivos possam ser a meta de todos. É inacreditável, como existem pessoas dissimuladas nesta esfera, cumprimentam você, fazem de conta de que está tudo bem, mas conspiram e atacam pelas costas.

Aqui em Lagoa Santa, encontrei gente que me dá calafrios, uns me atacaram pelas costas e se deram mal, graças a Deus, um deles chegou ao cúmulo de chorar na minha frente.
Mas isso é coisa do passado, sobrevivi e quero ir adiante. Vida nova, vida que segue, não tenho mágoas nem ressentimentos, mas estou sempre alerta.
E agora suplico aos políticos de Lagoa Santa que se deixem tocar pelo espírito natalino e pelos ares do ano novo para construir um período de benefícios para a cidade. Faltam dois anos para as próximas eleições e quiçá possamos elogiar todos aqueles que militam na política local.
Até a próxima e Feliz Natal e um Ano Novo repleto de realizações.
 

É tiro pra todo o lado! (Final)

Como eu ia dizendo, está acabando o ano e até agora, falando em política, aqui em Lagoa Santa, o bicho pegou! Ou seja, pegou muito mal. Até agora, uma oposição estranha e esdrúxula, tenta derrubar o Prefeito e não consegue, será por quê? Falta entusiasmo, verdade verdadeira ou tutano? Já falei aqui inúmeras vezes, açodamento e meias verdades, não vingam mesmo! Também, com uns gatos pingados, nutridos somente pela belicosidade e pelo revanchismo, não iria vingar nunca, concorda? Nada de novo, foi visto neste Front (Im Westen nichts Neues), cito a tradução do título do livro de Erich Maria Remarque que em resumo diz:  que a guerra não tinha lógica nenhuma. Todos os seus amigos diziam que estavam a lutar por algumas pessoas, que nunca conheceram e que provavelmente nunca conheceriam. Ministros, generais e classes altas, esses eram os únicos que ganhavam alguma coisa com a guerra, não eles, nem o povo. É por aí mesmo, caro leitor, quem ganha com essa belicosidade, o povo? a sociedade? o futuro? É claro que não! Quem ganha são aqueles da “classe alta” que financiam, difundem e incendeiam os paquidermes que os defendem cegamente. Soldados boquirrotos de uma guerra já perdida - faz tempo. Ah! E tem mais, nunca aparecem, só lutam nas sombras e nas trincheiras dos covardes e ignóbeis. Enviam representantes. Por isso nunca ganham, são covardes, apócrifos e medíocres, sempre escudados pelo anonimato e o pior: Com estratégia errada. Por isso nos batemos e afirmamos: Quem vai continuar acreditando nessa gente? Infelizmente, até agora foi tiro pra todo o lado e entre mortos e feridos, só morreram mesmo, a esperança, a altivez e a sensatez, e quem sobreviveu? A decepção e o desencanto. Se fizessem uma guerra limpa, cheia de estratégias legítimas, não teria como dar errado. Agora, o que cansa é a prepotência e a burrice desses contendores, por isso criticamos tanto. A cada dia que passa esses belicosos ficam mais desacreditados, pois o motivo de desencadearem a guerra é banal e pressupõe pessoal. Nada que beneficie o povo, nada que beneficie a democracia, etc e tal. Tudo papo furado! E olha que tem gente nova, assim, como velhas raposas nessa trincheira Tupiniquim. Termina o ano, e balas foram atiradas a esmo. Não se logrou êxito algum pelas contendas, mas o prejuízo causado à população pela destemperança e insistência no combate, foi imenso. Macunaíma, aquele da alcunha: “Herói sem caráter”, ficaria com vergonha dessas estratégias. Não estamos aqui para defender indecências e malversações, muito menos quem não mereça. Estamos, como sempre, exercendo nosso poder de cidadania em prol do Bem Comum. Este é o nome desta crônica que escrevo há mais de sete anos, primeiro, no jornal “Lagoa Santa Notícias”, depois, no jornal “Lagoa News” e nos últimos quatro anos, aqui mesmo em nosso próprio jornal - O Diferente. Sempre escrevemos na pagina dois desses dois jornais citados, e hoje, em outro espaço mais específico. Posso afirmar que tenho sido o único cronista em Lagoa Santa, escrevendo ha tanto tempo; crônicas políticas e de comportamento, e o mais importante de tudo isso, que assina e mostra a cara. Sempre assim, às claras. Por tudo isso: já fui intimidado, preterido em alguns negócios, enxovalhado e até mesmo, pasmem, tentaram cooptar-me, gente graúda e manteúda. Não sucumbi e assim continuarei. Desvencilhei-me de inúmeros tiros metafóricos, como os do título desta crônica e afirmo que: Continuarei, aqui neste espaço de civilidade, a contestar de forma veemente, injustiças, malandragens e sem-vergonhices. Não que seja dono da verdade, pois não sou, mas sim porquê, plagiando aquele filósofo Alemão Nietzsche que disse um dia: “O que não me mata, me fortalece”, me instiga bastante. Também assim, como ele, sou de preferir a metáfora a ironia e o aforismo. Não sou contra ninguém, sou somente a favor daquilo que é do idealismo. Pois bem, caro leitor, vou ali me desvencilhar de tanto tiro e volto na próxima.
 

É tiro para todo lado! (Parte I)

Caro leitor, eu bem que avisei! Tenho falado aqui neste minifúndio inúmeras vezes que a política em Lagoa Santa vai mal das pernas (excluo desta lista alguns Vereadores e outros políticos verdadeiramente clarividentes). Sabe por quê? Porque existem os arautos do Apocalipse e também, porque existem os que se deixam levar pelo som das trombetas dissonantes. Temos aqui em Lagoa Santa, de um lado, uma casta de arrogantes e prepotentes, gente com espírito vingativo, que se arvora em se denominar como político, que manda e desmanda e de outro lado, os paquidermes e boçalóides que dizem amém a essa casta. Gente que atira para todos os lados e não sabe nem o que quer da sua própria vida. Grupelho político desqualificado, sem eira nem beira. Tem uma senhora por aqui que detona tudo e todos no Facebook, somente porque se acha amiga do Rei. Fala asneiras, uma atrás da outra. Prosa ruim e totalmente boquirrota. Acha-se a dona do pedaço. Escreve mal e o pior, raciocina pior ainda! Mas acha que está abafando. É gente que teima em denunciar, sem provas e tenta desqualificar, sem a mínima competência para tal. Meses atrás, ouviam-se alaridos estridentes de uma oposição estúpida e trôpega. Agora, quase não ouço nem os sussurros, só ranger de dentes. Gente que foi com sede demais ao pote e se afogou num pequenino copo d’água. A troco de que, pergunto eu? De tentar desestabilizar um trabalho que apenas se iniciava? De impor a política do quanto pior melhor? De tentar dar o troco por benesses não correspondidas? Triste sina daqueles que acreditam na beligerância e na desfaçatez dessa gente. São ingênuos e incautos, se acham que não existem Leis que protegem o descalabro. Sabe por que estou falando sobre este assunto? Para mostrar que nada disso adiantou, perdeu-se tempo com asneiras e idiotices e política não se faz assim. Política é a arte do convencimento, do diálogo, da paciência, virtudes que essa turma não tem. Veja bem, caro leitor, tentaram depor o Chefe do Executivo e arrotaram vitória antes do tempo, não conseguiram. Uma, duas, três vezes. Achincalharam, acusaram, bisbilhotaram, inventaram e no final, deu no que deu. Necas de pitibiriba. Estou sentindo no ar, o cheiro acre de cachorro molhado com o rabinho entre as pernas, pois o furor parece ter arrefecido. Meias verdades foram ditas, inúmeras vezes, com o beneplácito inclusive de parte da imprensa. Nós que divulgamos as partes todas, levamos traulitada, mas, o lastro pertinente aos encouraçados da boa batalha, não nos deixou sucumbir. Cometemos um leve erro, que todos já sabem, mas a matéria publicada estava divulgada na sua integralidade e comprovou-se depois, que somente nós havíamos contado toda a história verdadeira, que outros sonegaram. Por propagarmos sempre a verdade, sem fazermos ilações e não divulgando meias verdades, hoje desfrutamos perante a população “inteligente” do respeito e da admiração dedicadas. Aos forjados em têmpera de aço. Fomos perseguidos e ainda hoje somos rejeitados por meia dúzia de pamguas, integrantes da súcia, por termos divulgado integralmente os fatos que se nos apresentaram. Olha só, aonde chegamos, outro dia, recebi mensagem em celular, dizendo mais ou menos assim: “Cuidado, contrataram o Dr. Marcelo Leonardo (Ex-Presidente da OAB/MG). Vão com tudo para cima de você e do Prefeito e falam que vão te (sic) por na cadeia igual ao Carone”. Ameaças e intimidações, não me tiram o sono, principalmente quando partem de escória, ralé ou canalhas. E tenho dito, por enquanto!
 

Influência dos agentes políticos de Lagoa Santa para as próximas eleições (Final)

Caríssimos leitores, cá entre nós tem gente política que não vai dar conta do recado! Nossos políticos andam meio fracos e sem prestígio. Nestas eleições alguns deles se apressaram a pedir votos para possíveis padrinhos políticos que possam ajudá-los nas eleições municipais daqui a dois anos. Rogério Avelar pediu votos para Rodrigo de Castro para Deputado Federal que obteve quase 300 mil votos no estado e em Lagoa Santa, conseguiu 3.729 e para Deputado Estadual pediu votos para Antônio Jorge, que no geral conseguiu quase 100 mil votos e em Lagoa Santa 1.323. Boa votação e o Rogério Avelar, como bom político que é, além de agradecer através de carro de som à população, o que é elegante e recomendado, ainda foi visto andando capitaneando inúmeras moças que distribuíam santinhos por bairros da cidade. O que será que Rogério Avelar quer para o futuro? Dou um doce de batata doce a quem adivinhar. Genesquinho, o bom moço, fez santinhos pedindo votos para Leonardo Quintão para Deputado Federal que obteve em Lagoa Santa, 1.394 votos e João Alberto para Estadual, que obteve 656 votos aqui nestas plagas. Nada mais foi visto a não ser, uma “pesquisa” estranha, que entre outras coisas, “perguntava” sobre segurança, PSF, se os funcionários do PSF do seu bairro, lhe tratavam com respeito e educação e de quem era a responsabilidade pelo fechamento da Santa Casa. Encontrei uma porção dessas papeletas, com foto e tudo, jogada em lata de lixo no bairro Palmital. Que desperdício! O que será que pretende Genesquinho, que, segundo consta, casou-se, mudou-se para BHte, fechou seu escritório na cidade e continua a receber salário de quase 20 mil mensais e nos últimos tempos só tem emitido opiniões através do famigerado Facebook? Você, cidadão desta terra varonil, há de concordar, o político poderia fazer mais pela cidade, já que recebe essa bufunfa toda, mensalmente, não é mesmo? Alegar incompatibilidade com o Prefeito, briga política, não justifica essa enorme hibernação, concordam? É preciso dizer a que veio, senhor Vice-Prefeito. Não se faça de vítima e se acomode. A cidade não tem nada a ver com briguinhas, é preciso agir com inteligência e fazer justificar essa grana toda, pois afinal quem está lhe pagando para ficar em casa é o povo Lagoasantense. Bom, vamos adiante, outro pretendente a cargo legislativo nas próximas eleições é um empresário do ramo financeiro, que pediu por e-mail, votos para seu possível futuro padrinho político, que obteve 653 na cidade. Vereadores, não ouvi, nem vi, pedindo votos, será que não precisam de padrinhos políticos? Uma ex-Secretária obteve boa votação local para Deputada Estadual, mais de 1.500 votos. Será que ela vem com tudo? Seguramente nas próximas eleições municipais as coisas irão mudar. Uns bons candidatos começam a surgir e outros, estão em fim de carreira. O Bicho vai pegar, principalmente nas pretendidas reeleições, pois a população tem visto que ocupantes de cargos na atualidade, tem deixado a desejar. Vou deixar aqui um vaticínio, dos que ai se encontram, talvez não se reelejam, mais que três, portanto, se você pretende uma vaguinha na Câmara Municipal, trabalhe firme e desde já, pois cabeças irão rolar e quem sabe você será uma das próximas “Vossas Excelências”. Fui...
 

Influência dos agentes políticos de Lagoa Santa para as próximas eleições (Parte I)

Nesta eleição, de fundamental importância para as conquistas das cidades do interior, governador, deputados federais e estaduais eleitos têm sido a grande esperança de apoios pessoais para políticos municipais e de aporte de verbas para obras importantes, alavancadoras de campanhas políticas municipais para o futuro próximo. Em Lagoa Santa, que pressupunha-se, abençoada por ocupantes de cargos estaduais importantes, nos últimos anos, perdeu o vigor e tem decepcionado a sua população. Brigas políticas, por aqui sempre foram mais importantes do que o bem estar da população. Veja bem! Nos últimos 10 anos foram anunciadas com alarde e entusiasmo por aqui, inúmeras obras “faraônicas”, todas, com a chancela do governo estadual, pois abençoada por um de seus ilustres componentes, hoje governador do estado e integrante de uma casta política importante, habitante destas terras. Neste meio tempo, acreditando nestas promessas, sucumbiram mais de duzentas micro e pequenas empresas, desintegrando os sonhos de seus proprietários, assim como lhes causando enorme prejuízo financeiro. Os que permanecem a esperar, se encontram quase à míngua, esperando as grandes obras, que virão sim, mas a conta gotas. A política então, que deveria servir para ajustar estas questões mais prementes, têm servido apenas para dissensões, brigas e muita perda de tempo.  Numa terra em que um vice-prefeito se dá ao luxo de, em guerra com o prefeito, abandonar seu cargo, que lhe dá quase R$ 20.000,00 mensais, dinheiro do povo, que lhe conferiu um mandato, na esperança de obter dele a autoridade moral e eficácia do mandato para o período de quatro anos é de estarrecer e arrepiar os cabelos a leniência política. Pode-se dizer que o vice-prefeito foi obrigado a se afastar de seu cargo como Secretário, mas ele ainda é o vice-prefeito e deveria atuar mais em prol da cidade, ao invés de ficar passando mensagens oposicionistas pelo Facebook. Dizem que não mora mais aqui, casou-se e mudou-se para Belo Horizonte. A verdade é que nestas eleições emprestou seu prestígio pedindo votos para dois candidatos, que foram eleitos, um deles com 597 votos na cidade, o que não é muito, o outro conto na próxima parte desta crônica.
 

Censura? Não é possível! (Final)

A palavra de ordem hoje é: Denegrir a imagem, que significa o seguinte, segundo o Pai dos Burros: ficar mais negro ou escuro. Reduzir a transparência de; manchar-se. Em sentido figurado é: manchar a reputação ou difamar. Segundo a Lei de Imprensa é a ocorrência de excesso nos limites de informar. Intenção de denegrir a imagem de alguém, causando dano moral. “É claro que não se afigura razoável que o constitucional direito de liberdade de imprensa se sobreleve ao direito à honra da pessoa, quando diante do caso concreto, está provado que o jornalista não agiu com a diligência necessária no dever de informar, extrapolando-o, devendo assim reparar o dano causado”. Pois bem, primeiro vamos aos fatos: Na última edição do JD – Jornal Diferente, após dois episódios de retirada (uma delas em nossa frente, numa terça-feira no horário das reuniões da Casa) do nosso jornal (edições nº 54 e 55) do hall de entrada da Câmara Municipal de Lagoa Santa, onde sempre ficou, ao lado de outras publicações do gênero.Publicamos o fato e alertamos através de nossa crônica na edição nº 56, solicitando posicionamento da Presidência da Casa quanto ao que se nos afigurava ato contrário à Constituição Federal. Pois bem, na edição nº 56, minha esposa Vânia Dias, como sempre, ainda pela manhã esteve naquela Casa do Povo, colocou o jornal, como sempre fez, no hall de entrada e foi em direção aos gabinetes, também como sempre fez, deixar um exemplar nos gabinetes dos Senhores Vereadores. Ao levá-lo ao Gabinete da Presidência, encontrou-se com o dirigente máximo daquela Casa do Povo e adiantou-lhe o assunto, tema da crônica daquela edição e pediu-lhe informações sobre o ocorrido com as edições anteriores. Incontinenti obteve a resposta de que o mesmo não havia autorizado a retirada do nosso jornal do hall de entrada e aproveitou para dizer que enviaria aquele exemplar ao Departamento Jurídico para verificar se o mesmo continha texto que pudesse “Denegrir sua imagem”. Ao se dirigir à saída da Câmara Municipal e passar pelo hall de entrada, para surpresa da minha esposa, não encontra mais lá, os exemplares deixados ha poucos minutos. Rapidamente, voltou ao gabinete da Presidência para comunicar o fato ao seu dirigente máximo e qual foi a sua surpresa? Encontra uma funcionária do gabinete com todos os jornais nas mãos, diante do Presidente da Casa. Ao ser questionado por minha esposa sobre o ocorrido, o Presidente lhe disse: “Está voltando pra lá.”. Portanto caros leitores, não queremos entrar em polêmicas desnecessárias, ferir suscetibilidades, muito menos denegrir a imagem de ninguém. Só relatamos os fatos, aqui neste episódio, vivenciado por nós. Quando o Presidente da Câmara Municipal disse à minha esposa, ao ser indagado sobre o assunto: “Não fui eu quem mandou tirar de lá os jornais, pois aqui é uma casa pública”, acreditamos, pois autoridade e homem público, pressuposto de ilibada conduta e integridade moral. Não passou pela nossa mente, humilhar, diminuir o valor moral, criticar a imagem ou caráter do ser humano, tentando desvalorizá-lo. Volto a dizer: somente falamos sobre o ocorrido conosco. Então ficamos assim - contei o ocorrido e vocês leitores, agora, tirem suas próprias conclusões.
 

Censura? Não é possível! (Parte I)

É estranho! Os seres humanos são mesmo muito complicados. Em muitos momentos, parecem cordatos, compassivos e até, magnânimos, em outros, nem tanto, chegam a flertar com o despotismo, demonstrando prepotência e arrogância, irmã xifópaga do desmando e do absolutismo, precursores do abuso do poder, das injustiças e da desfaçatez. Na última edição do JD – Jornal Diferente, publicamos com “exclusividade” matéria jornalística isenta e sem a emissão de nenhum juízo de valor ou opinião pessoal  acerca da Ação de Improbidade Administrativa impetrada pelo Ministério Público de Lagoa Santa contra os vereadores, pela utilização considerada indevida de suas verbas de gabinete. Incontinênti, dando a entender, discordância pela divulgação isenta e moderada da matéria jornalística em questão, parece-nos que fomos censurados (como se fossemos, nós os investigados) nas dependências daquela casa, até então conhecida como “Casa do Povo”, pressuposto de democracia, liberdade de expressão e defesa intransigente contra injustiças e iniquidades. Se, fomos censurados, o que nos recusamos a acreditar, fomos de forma descarada, não republicana e criminosa. Ato insano e desproporcional e, pasmem, dentro da instituição, que deveria zelar pela ordem e isonomia dos direitos cidadãos, resguardando a liberdade de expressão e o direito de imprensa. A seguir, nestas mal traçadas linhas, vou explicar o motivo da minha indignação e do chiste. Sabe aquela história do marido traído que ao voltar para casa encontra a mulher nos braços do outro no sofá? Pois bem, o que ele fez? Acertou quem disse: Botou a culpa no sofá e o vendeu!  Então! Vou alinhavar o que penso sobre esta possível história escabrosa, aqui neste espaço “pessoal”, onde dou minhas cronicadas quinzenalmente, sem misturar com o teor das matérias jornalísticas das outras páginas deste diferente jornal. Nada tenho contra o exercício da vereança ilibada, até porque, trabalhei e convivi em Belo Horizonte em priscas eras, é verdade, com inúmeros vereadores que considero colossais e, diga-se de passagem, momentos vividos, inesquecíveis, repletos de exemplos de urbanidade e porque não dizer, de sanidade. Cito com orgulho o nome de alguns desses convivas do bom e lauto banquete que privamos e que exerceram seus cargos com denodo, discernimento e espírito público verdadeiros: Dr. Helvécio Arantes, Dona Helena Greco, Dr. Cícero Ildefonso, Álvaro Antônio, Sérgio Ferrara, Geraldo Pereira Sobrinho, Caroninho,  Júnia Marize, Ziza Valadares, Obregon Gonçalves, João Pinto Ribeiro, Gerardo Renault, Rômulo Paes, Rui da Costa Val, Nílson Gontijo, Gil César e outros tantos baluartes da boa política da vereança. Garanto que suas biografias no exercício do cargo nunca foram maculadas por atitudes esdrúxulas e descabidas, pois em minha opinião a exerceram em sua plenitude e com total desprendimento, zelo e espírito público verdadeiros. Tenho grande respeito pelo exercício da edilidade que é de grande importância para o cidadão comum, pois resguarda a lisura das ações municipais executivas, assim como contribui para edificar uma sociedade mais justa e equânime, protegida por essas Leis que começam no próprio município. Aqui em Lagoa Santa, uma boa parte dos “agentes” políticos, tem demonstrado ao longo do tempo sofrer de “esquizofrenia política” – “Psicose caracterizada pela discordância entre o pensamento, a vida emocional e a relação com o mundo exterior” e, por isso, os divãs deveriam estar sempre ocupados por aqueles que sofrem dessa síndrome do politiqueiro agudo.  Mas vamos lá – De duas, uma, se a presidência da nossa casa legislativa pediu que nosso jornal com a tal matéria referida acima fosse retirado arbitrariamente da recepção da casa (Hall de Entrada) local este, onde sempre esteve ao lado de outras publicações do gênero, cometeu crime contra a Constituição Federal. Aliás, este fato ocorreu com as duas últimas edições do JD - Jornal Diferente, uma delas em nossa presença em horário de Reunião da Casa, numa terça-feira. Fico pensando, será que a matéria não teria agradado? Mas por que, se não acrescentamos uma vírgula sequer à matéria? Muito menos, fomos nós os propositores da ação? Uma ação de Improbidade senhores, é pública, portanto disponível - exatamente porque é pública? Será que teria faltado prudência e sobrado açodamento? É isso que gostaríamos de entender. E só para deixar bem claro, não cometemos nenhuma transgressão à lei! Portanto, vale à pena lembrar à autoridade legislativa o que segue: “I – Do Direito à Informação – Art. 5 A obstrução direta ou indireta à livre divulgação da informação e a aplicação de censura ou autocensura constituem delito contra a sociedade”. Se a alegação for a de que não houve solicitação nem autorização da Casa para o recolhimento dos exemplares do JD – Jornal Diferente, então o sofá legislativo deve ser vendido imediatamente, pois alguém pode estar passando por cima da autoridade máxima da nossa Casa do Povo e merece além de investigação, punição exemplar. Abaixo a Censura!
 

Com a alma lavada e enxaguada... (Final)

Pois bem caros amigos, tal-qualmente o famoso Odorico Paraguassu, prefeito de Sucupira, tenho a dizer em minha defesa e ainda plagiando Dario Peito de Aço, o rei da Pérsia, o seguinte: Para cada problemática existe uma solucionática. E é preciso que vocês saibam - Estou de branco, ao escrever esta crônica, para ser mais claro e límpido. Nesta crônica idílica irei ter uma confabulância político sigilista com vocês sobre o que acontece nos anais desta cidade, no bom sentido é claro. Aqui, existe uma guerra fratricida, ou seja, irmão quer degolar irmão, tal-qualmente Caim detonou o Abel, técnico do Internacional. Conheço bastante sobre história da humanidade, li tudo nos alfarrábios da pré-história, pois sou alfarrabista e alcaponista de nascença e convicto. Conheço tudo sobre guerras púnicas desde priscas eras. Sou do tempo do mamute e da preguiça e, diga-se de passagem, de uma baita preguiça gigante, indolente e preguiçosa como eu em momentos pictóricos cavernistas. Especializei-me em era Pleistocênica com uma pequena parada na Mesozóica contemporânea atual, somente para entender como vivem os fósseis vivos que habitam estas plagas. Mas, vamos botar de lado os entretantos e partir para os finalmentes. Esta cidade da pré-história Neandertalísta contemporânea, pois mais de 30% dos genes neandertais vivem dentro de nós, com seus mamutes e coronéis fossilizados está precisando, tal-qualmente a famosa cidade de Sucupira, de fabricar uns defuntos para enterrá-los vivos, inaugurando o tão esperado cemitério necrófago/paisagístico. O problema é que estes defuntos não morrem de jeito algum, somente fedem muito mais do que cheiram. O que fazer então, contratar o Zeca Diabo? Aquele cangaceiro sucupirano, no bom sentido é claro, temente à Padrin Cícero e outros santos mais? Bom, vamos parar com este perguntório e partir ao que interessa. Aqui nesta necrópole aerotrópica aeroportuária, nem mesmo a oposição comunista, marronzista e badernenta, conseguiu esta façanha, a de produzir um defunto vivo. A súcia, que idolatra o coronel Lobisomem-mor, (Não confundir com O Coronel e o Lobisomem) que mesmo com tanto dinheiro, não consegue achar, mesmo após tanta confabulância, um defunto vivo para enterrar, ou desovar, se preferirem, não se cansa de lamber os ossos petrificados desse ancestral do “Homus atualicentis periculosos”. Muito menos conseguiu (a súcia) produzir um presuntinho vivo por aqui. Os asseclas e paus mandados, bem que tem tentado, mas têm sido ineficientes e amadores. O Coronel-Lobisomem já disse inúmeras vezes “Eu preciso entrar para os anais e menstruais desta cidade”, mas os crapulentos, despudorentos e lamacentos, tentam, tentam, mas não conseguem. Eu mesmo, caros leitores, nestes últimos dois meses, fui eleito inimigo público número um dessa marginália sem mais o que fazer. E quase me torno um desses mortos vivos. E olhe que até mesmo uma parte da imprensa local, tida como vestal atentou contra mim, sem pena nem dó (vide declaração pública em programa televisivo nacional e algumas coisitas más que não pretendo divulgar, por hora, a não ser que seja instigado e desafiado) e, para evitar outro destempero, ou disparate, foi preciso que notificasse extrajudicialmente esses pseudos bonzinhos para conter a sanha das maldades que ainda poderiam vir.  Mas hoje, caros leitores, volto a ser dono da minha própria história e altivo e fortalecido, sempre pela causa do bem comum, mesmo ainda combalido pelos problemas de saúde que enfrentei, preconizo que estou com as mãos limpas e o coração nu, despido de qualquer ambição de glória e aos ateístas despenitentes que ainda habitam esta terra, digo que, tenho inúmeros defeitos, sim, mas que procuro corrigi-los ainda hoje, sessentão, mas que não sou peru, portanto, não morro de véspera. E tenho dito, glú.. glú...!
 

Com a alma lavada e enxaguada... (Parte I)

Caros leitores, após longo e tenebroso inverno, eis que ressurjo das cinzas, tal qual a Fênix mitológica que representa a longa vida e também o renascimento espiritual. Assim me sinto, rejuvenescido, mesmo convalescendo e me recuperando de uma longa noite de tempestade e trovoadas. Nestes últimos trinta dias fui do céu ao inferno. Nasci, morri e renasci e espero ter progredido tal é a Lei, como profetizou Allan Kardec, quando da codificação da Doutrina Espírita. Visitei o inferno, o limbo e o céu. Lá nas profundezas do inferno, andei tendo uma conversinha ao pé do ouvido do “Coisa Ruim” que me relatou que Lagoa Santa é sim um bom lugar para se viver, como bem disse o nosso querido Dr. Lund. Um bom lugar para se viver e muito especial, principalmente para abrigar gente do seu tórrido e incandescente staff infernal.

O Tinhoso me relatou ainda que tem espalhando ao longo dos séculos representantes por todos os cantos do mundo, mas que aqui em Lagoa Santa tem sido um lugar muito especial para ele. É claro que “Euzinho” sempre soube que o Belzebu mantinha representantes espalhados por todos os lugares, mas qual surpresa a minha ao saber que por aqui o número deles é bastante significativo, e deveras especial. Fiquei de queixo caído com tal revelação, mas duvidar do Satanás em pessoa, nem pensar. Como já disse, estes últimos trinta dias foram cruciais para a minha existência mundana e terrena. Primeiro foi o caso do CQC que comprou uma boa piada, vendida por comediantes (bufões) locais, pois programa de comédia e entretenimento. A cantilena dos opositores contumazes e venais locais acabou fazendo o dito programa cômico/burlesco embarcar na divulgação de meias verdades sobre o recebimento de salários ilegais (em duplicidade) pelo Prefeito, o que de fato, todos sabem, não foi bem assim (leia matéria edição anterior e nesta edição também pag. 7).

Fogo de palha em mais uma acusação sem fundamento, pelos ditos contendores em nome da moral e dos bons costumes. Esperem e vejam onde isso vai dar (ou seja, já está dando, leia matérias nesta edição também). Volto a dizer, foi só fogo de palha para iludir incautos e abestalhados que acreditam em contos da Carochinha e na falácia deste esperto povo, digamos assim, cheirando a enxofre. Após o surgimento daquela fatídica nota de esclarecimento, divulgada inadvertidamente por mim neste jornal, acreditando ser verdadeira (todo o restante da matéria era verdadeira), corrigi e me retratei como manda o bom jornalismo e a consciência de uma pessoa de bem. Este fato ensinou-me uma tremenda lição e um aprendizado único: Querer ajudar certas pessoas e acreditar nelas até prova em contrário nem sempre é o mais indicado. Certas pessoas ainda não foram apresentadas às palavrinhas: Consideração, respeito e deferência, mas vida que segue e bola pra frente que atrás vem gente. Nesta edição publicamos algumas ações, fruto dos desdobramentos de açodamento e imprudência de várias pessoas que fazem oposição oportunistas e que só geram malefícios à população de nossa cidade.

Na próxima edição iremos contar sobre os últimos acontecimentos por aqui. Estamos de volta, meio alquebrados pelas ignomínias difundidas a nosso respeito, mas fortalecidos em nossas convicções e, principalmente, com a alma lavada e enxaguada de felicidade pois o atentado crapulento e covardista impetrado por esta gente do mal coleadas com parte da imprensa local, que se auto intitula, correta e ilibada, não abalou nossas convicções em prol do bem comum.
Quem viver, verá!
 

Quase um linchamento moral, mas eu num sô Jeca, Tatu inté pode sê!

Não sou jeca, nem besta, muito menos abobalhado, apesar de insistirem em me tratar assim. Em você, caro leitor, querem apenasmente impor cabresto e amarras, iludir e ludibriar, que já estará de bom tamanho. Tome cuidado, são fantasmas, mas são astutos. Almas penadas que perambulam por todos os lugares e que devem ser amigas dos irmãos do Gasparzinho - aqueles malvadões. Hoje em dia, em terras de amarras e ranger de dentes, cidadãos acabam obrigados a conviver lado a lado de retrógados, mal intencionados e malamados, fazer o quê, né?! Confesso que estou deveras assustado com tanta maldade, desfaçatez, cinismo e falta do quê fazer; agora mesmo quando tentam me derrubar a qualquer custo. Mas confesso que o que me assustou mesmo, foi ver alguns cidadãos e cidadãs, considerados ilibados e corretos que me deram as costas neste momento crucial de minha vida e me julgaram precipitadamente, atendendo ardis de velhusco se marginais. Estou deveras cansadinho destes ardilosos e também dos Marias-vão-com-as-outras e por isso vou chutar o pau dessa barraca de meia tigela de uma vez por todas, com a sua permissão, é claro. Já escrevi algumas vezes, aqui neste minifúndio que meus heróis de infância eram o Zorro, Fantasma, Pepe Legal, National Kid, Robin Wood, Guilherme Tell, Capitão Caverna, Tartaruga Touché, Jonny Quest, Mr. Magoo, Gasparzinho, Popeye, Piu-Piu, Pantera Cor-de-Rosa, Recruta Zero, O último dos Moicanos e mais um tantão de bambas do gibi e dos seriados da TV. Portanto caro leitor como estou do ladinho de tantas feras ai nominadas, não posso ter medo de cara feia, não é mesmo? É preferível estar ao lado destes personagens tão pueris do que ao lado de cidadãos ditos inatingíveis. Por isso vou até contar uma história escabrosa, que nunca terá um final feliz: descobri um dia, sem querer, que nesta cidade que tanto amo, também habitam seres exóticos, esdrúxulos e influenciáveis e o pior de tudo, abissais também, ou seja, oriundos lá do fundão do poço do enxofre do pré-sal, ta ligado! São amigos irmãos do Belzebu e primos xifópagos do “Coisa Ruim” coleados a um monte de dissimulados, ditos defensores da moral e dos bons costumes. Gente importante e outras menos, que me viraram as costas em um momento tão difícil, somente porque se deixaram influenciar por uma corja de vagabundos e malfeitores que difundem o fim do mundo. Serão estes os amigos enrustidos dessa gente? Estou bestificado! Será que existe um montão de anti-heróis andando soltos por ai? Prefiro usar este nome que é para ficar mais ameno e elegante, pois sou um cara educadinho da mamãe - correto! Mas que é um bando de gente feiosa de dar dó, ah, isso é! Acho que nem para fazer uma pontinha em filmes do Nosferastu ia dar jogo, de tanta feiúra física e moral, tudo junto e misturado. Sabe por que falo sobre isso, é que Já me deparei com algumas dessas aparições horripilantes, componentes de uma horda cruel e que em muitas das minhas visões oníricas, apelidei por semelhança de: Cara de Cavalo, Zarolho, Zé Bode da Barbicha rala, Mulher de bago, Cabeção, Zé Barbudo, Balofão, Balofinho, ex-balofo, filhote de Cruz Credo e as Marias-vão-com-as-outras, etc e tal. Já pensou se esse povo governar nossa cidade? Deus me livre, o que virá de baixaria, leviandades e atos criminosos. Minha mamãe bem que me avisou – “cuidado meu filho, o mundo é uma bola de ping pong, uma hora ela faz ping na outra faz pong”. Santa mãezinha porque não te ouvi? Tenho que me penitenciar, pois hoje faço xixi na cama quase todo santo dia e aja fraldão geriátrico para aplacar minha irada incontinência urinária quentinha. Eu até pedi emprestado o “kabong” do Pepe legal para tentar me defender. Quem me dera pudesse dar uma kabongada no cucaracho deste povo desalmado e cruel, principalmente naqueles que descobri agora, influenciáveis e simpáticos à causa do mal. Como pode haver pessoas assim, entre elas, gente racional, tida como esclarecida, que me condena sem julgamento e me vira as costas, sem pestanejar? Responda-me! Tenho a impressão de que gastaria dezenas de Kabongs em pouco tempo para kabongar essa gente, digamos assim, influenciável. Mas o mais incrível é que aqui nesta cidade também acabei descobrindo que os heróis já não são mais os mesmos, mudaram; não têm mais pejo. No meu tempo, era outra coisa; outros valores - civilidade, respeito, civismo, fraternidade e consideração, mas agora, aqueles que dizem defender a moral e os bons costumes, mas, tentam manchar a honra das pessoas é que são os novos heróis. Será mesmo? Se for, o mundo já está perdido e eu não sei mais o que fazer. Esses malandros e marginais arvoram-se em defensores de suas cidades, mas defendem apenas seus interesses mesquinhos, dizem que defendem a verdade, mas mentem pra dedeu, dizem até mesmo que têm coração e mais isso e mais aquilo e aquilo outro também, mas são cruéis e dissimulados. Triste sina daqueles que precisam deste tipo de herói em pleno Século XXI. As cidades que dependem destes heróis de meia pataca estão fadada ao ostracismo e à subserviência e esses pobres coitados são como escravos em seus grilhões. Infelizmente hoje em dia, convivemos com discursos piegas ditados por imprestáveis, com dissimulados abraçados a desocupados, com canalhas misturados a cretinos, cínicos coleados a vadios que se escondem atrás de discursos empolados como se vestais fossem e atacam qualquer um impiedosamente. São os abutres em busca da carniça que os alimenta e lhes dá força para continuar mentindo, iludindo, ludibriando e enganando incautos e pessoas de bem. O resumo desta ópera, caríssimo leitor é que esses senhores e senhoras defendem somente seus interesses políticos não atendidos e arrastam uma multidão de abobalhados travestidos de cidadãos ilibados à sua causa. Portanto são todos farinha do mesmo saco, assemelhados à escória, aquela parte pior de uma sociedade, que luta desesperadamente para conquistar o poder ou a notoriedade a qualquer custo. E eu insisto em dizer com tremelique e tudo o mais – Num sô Jeca, Tatu inté pode sê! Mas seguirei em frente, com honra e dignidade, aquela mesmo que nos fortalece e nos dá alento. Agradeço aos que não me julgaram, prestaram solidariedade e aguardaram as explicações. Ainda falta um pouco mais para acabar esta história. Na próxima edição contarei.
 


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